Acelere o áudio ou o vídeo em até 2.0x e entenda como as marcas se alimentam dessa corrida contra o tempo

Mensagens instantâneas, tweets feitos na mesma hora, notícias sendo disseminadas em segundos. Isso parece familiar? Estamos correndo contra o tempo, ficando mais insatisfeitos, cansados e exaustos. Por isso, o posicionamento de marca deve ser sempre pensado para que aconteça a conexão com esse cliente que vive num mundo acelerado.

Com o passar dos anos, isso aumenta progressivamente. Marshall McLuhan, um importante teórico da comunicação, já alertava sobre as consequências dos meios de comunicação eletrônicos quando a televisão ainda era a novidade tecnológica do momento.

Será que ainda dá tempo??

Para o teórico, conhecido como “profeta da era digital”, vivemos a Idade da Angústia, pois a globalização, por meio da internet, nos leva a interagir com diversas  pessoas e informações a todo o momento, de uma forma nunca jamais vista antes na história da humanidade.

Uma notícia recente mostra que o Facebook sabe dos malefícios do Instagram na mente de adolescentes. Estamos vivendo os tempos profetizados por McLuhan.

Como forma de combater essa cultura, tendências que desejam desacelerar e simplificar a realidade cotidiana estão ganhando espaço, e você já deve ter notado isso.

“Eu marco as horas, todas elas. Nem tenho que correr mais que o sol. Meu valor está avaliado por aquilo que você fizer.”

De uns anos pra cá, a fotografia analógica tem ganhado espaço no mundo digital. Para isso, atividades artesanais, por exemplo, também estão em crescimento e é um dos segmentos que tem gerado oportunidade de negócios durante a pandemia.

Junto a eles, surge um sentimento de nostalgia, de saudades das coisas passadas e de uma época mais simples, devagar e feliz. 

Além disso, há muitos textos no Instagram sobre o estilo de vida fitness, sustentável e alguns hábitos minimalistas e saudáveis. Essas são algumas tendências comportamentais de uma sociedade cansada da realidade atual.  Mas, como tudo isso influencia a comunicação e o posicionamento das marcas?

O posicionamento de marca diante de gerações aceleradas

Cada vez mais parecidos com o Lula Molusco

Ao mesmo tempo em que as empresas seguem os padrões do mundo acelerado, elas também usam uma linguagem que critica tudo isso para se comunicar com seu público. Essa é a grande sacada das marcas, elas se adaptam!

O conceito de Indústria Cultural, criado por adorno e Horkheimer, explica bem isso. Para eles, toda a produção cultural tem o seu foco máximo nas vendas para a massa, sem gerar nenhum tipo de pensamento crítico e reflexão. Por isso, para as mídias e marcas, basta atrair, comover e vender.

Design facilitado, linguagem acessível, campanhas publicitárias que falam sobre curtir o tempo longe das telas, sendo que eles precisam que você passe tempo nas telas, são exemplos de como as marcas têm usado as atuais tendências comportamentais para se conectar com o seu público

Isso ensina algo importante: as marcas estão cada vez mais atentas às dores do seu público. Por isso, não importa quantas gerações passem e o quanto os seus desejos mudem, as empresas estão achando novas formas de entregar soluções através de seus produtos e serviços, que soam sempre encantadores e de extrema necessidade para o consumo.

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